Que pena!

É triste ainda existir a pena capital.
Claro que nada justifica os homicidios cometidos pelo ditador Saddam Hussein, mas acima de tudo, nada justifica a pena de morte. Fere o direito humano maior que é o da vida. Não se paga um crime com outro crime. Crime, aliás, que nao nomeia o criminoso. Será da justiça. Mas quem é a justiça? É preciso dar nome a ela.
Perderam a chance de ver um criminoso pagar, que fosse por toda a vida, por crimes que cometeu durante décadas. Sendo mais otimista, de se arrepender de muitos. Ou que fosse somente de alguns.
Sou contra a pena capital, por qualquer motivo que seja. Deixo claro que sou totalmente contra qualquer abuso de poder, por mínimo que seja. E, claro, contra também qualquer crime (dentre eles o próprio abuso). Não estou indignado a favor de Saddam, pelo contrário. É que a pena de morte foi abolida há anos, pela maioria dos países ocidentais (fora os EUA) e tantos outros orientais, por ser uma punição que não resolve o problema da criminalidade, nunca resolveu, e só piora.
Sei que é mais fácil julgar quando nao somos vítimas de crimes como os que ele cometeu. Mas aproveito a minha sanidade para me indignar contra a pena de morte sob quaisquer circunstâncias.

Funcionário mínimo


Imagine a situaçao. Você chega para o seu chefe com a carta rescisória, pede pra ele assinar e o comunica que ele está demitido! O seu patrão fica com raiva, indignado, depois tristezinho e vai embora…
Não faz o menor sentido mas é o que os parlamentares de Brasília estão fazendo. Nos demitindo.
Em uma decisão ingênua elegemos os piores funcionários para trabalhar em nossa empresa. São anarquistas de terno, gravata e cueca cheia de dólares. De direito, tomaram suas funçoes, de rebarba querem o congresso e depois nao duvido que irão querer dominar o mundo (pode escrever). Estão nos demitindo e de quebra (no duplo sentido) se deram um reajuste salarial de 91%. É uma decisão deles para eles mesmos. Coisa que eu nunca vi e nem mesmo sabia que que eral possível. É absurda.
Eu aprovaria completamente se eles tivessem este mesmo poder para votar os projetos de leis com tanta agilidade e autoridade. Coisa que não existe, a não ser agora pro auto-reajusto. Os projetos do congresso normalmento passam pelo senado, depois pela camara, aí vem o executivo, o judiciario, volta pra camara que manda pro legislativo… e assim vai até chegar no decorativo. Que saudade desta burocracia legislativa.
Os caras são tão malas que o processo é o seguinte: Aprovam o reajuste de 91%, que não tem porque ser legalizado, ninguém quer, nem mesmo eles (logico que querem), para no fim aceitarem um mísero reajuste de 30% e saírem como coitadinhos que ganharam só mais R$4.000,00 por mês. Ô dó!
A discussão é a mesma. O absurdo (da vez) é eles votarem por um aumento salarial deles mesmos.
Não vão pedir pro chefe? É que virou modinha o que o Justos ensinou. Estamos todos demitidos!
O pior é que no fim a culpa vai ser nossa por que temos a memória curta e blá blá blá. É a parcela da impressa que não sabe ajudar e só atrapalha. Que só sabe reproduzir o mesmo discurso quando a coisa fica feia. Também nao culpo a imprensa séria, só não aceito ser culpado pelo excreto alheio.
Escolhi um mentiroso muito bom. foi isso!

No ponto certo

Nunca tinha visto, nem mesmo ouvido falar. Rogério Skylab é um figuraço e é, dos intelectuais, o mais excêntrico do Brasil (ô loco meu, brincadeira!). É poeta, compositor, músico, doido e bancário (ficou redundante?). Estourou com o clássico cântico “Matador de Passarinho”, que foi parar na boca do povo, assim como os outros que vieram em seguida: “Cocô”, “Bunda Suja”, “O Meu Pau Fica Duro” e o mais recente sucesso “Cadê Meu Pau?”, do seu último cd “Skylab VI”.
Em uma entrevista, que tive a honra de ver pela tv, Skylab divagou sobre o “ponto final”. Aquele sinal de pontuação com que se encerra um período. Para ele, todos nós deveríamos saber quando colocar o ponto final. Ele nao se refere à morte, mas à hora de saber parar. Ele como cantor, por exemplo, está no seu sexto CD e já planejou. Termina no décimo. Aprendeu isso com o Pelé.
Discordo! Sou a favor da vírgula, no máximo os três pontinhos…
O Pelé foi a lição de que devemos mesmo saber parar. Mas duvido que ele tenha planejado parar de jogar futebol aos 37 anos. Ele soube a hora de parar quando já estava lá. Entende? Já o Baixinho ainda não chegou lá. Este, se parar, vai ser com mais de 1000.
E se Skylab, depois de compor seu décimo cd, tiver a sua maior inspiração? Quanto vai valer o seu orgulho? é lógico também que um fator vai ser crucial para ele não ter a maior das inspirações. O Condicionamento. Estará condicionado a não ter a inspiração porque cultivou isto a mais de 3 CDs.
É por isso que sou a favor da vírgula. Se Rogérgio usasse a vírgula, no seu décimo CD teria a opção de se inspirar mais e, talvez, quem sabe, compor mais canções tortas sobre genitálias e orifícios excretores.

Vamos abrir a roda…


Hoje estou orgulhoso de mim mesmo por ter tido a vontade de criar este blog e, mais que isso, ter criado.
Vontade nunca me falta, dificil mesmo é concretizá-las. Uma delas é de escrever. Sempre quis e nunca fiz. Algumas idéias muito boas nunca foram escritas por mim, talvez nunca foram pensadas tb, mas do mesmo jeito que nao pude provar que eram tão boas, nao puderam me provar que não eram. Agora “puderemos!”
É para isso que fundei esta “Associação”, que é só minha, a serviço de mim mesmo e a quem mais se interessar.
Espero que gostem, e mais… que eu goste.
[Posso confessar que já estou gostando 🙂 ]