Desconhecidos


Eu, que me chamo o nome que minha mãe me deu, conheci uma garota que tinha o mesmo nome que seus pais deram a ela. Sua idade era só dela. A minha, um livro aberto e em branco. Ela tinha tudo, menos eu. Eu, tinha o contrário dela, menos ela. Seus cabelos, cor de alguma coisa parecida com outra. Cintura do jeito que eu gosto, meio sem jeito, que eu não sabia qual era. Braços compridos e curtos, de acordo com a situação. Pernas com joelhos, pés e dedos. Linda por fora e feia por vice-versa. Tinha futuro, passado, presente. E eu, ausente em tudo. Ela tinha um quê de não sei o que lá. E eu era o reverso. Deve ser por isso, com certeza, que a gente não deu muito certo. Só por isso e por um pouco mais de um monte de outras coisas que a gente nunca soube exatamente de nada. Só amou e desamou. 

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19 thoughts on “Desconhecidos

  1. Também gostei muito do post.
    Já faz um tempo que venho aqui no seu blog, acho legal o jogo que você faz com texto e imagem e a forma como brinca com as palavras.
    CRIATIVIDADE, CRIATIVIDADE! (:
    Também gostei desse texto, ás vezes por sermos opostos nos destraímos um do outro e o tempo se encarrega do nosso (des)amor.
    Até breve :*

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  2. Existem coisas que só se traduzem com um palavrão !@#$%&* que texto liiindo! Você tem o dom =)

    Parabéns, acabei de conhecer o blog e vou bater cartão sempre 😉

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