O futuro é uma questão de tempo

No momento que você lê essa crônica, existe uma comunidade de cientistas, pesquisadores, astrônomos, físicos, especialistas em informação e automação, todos dedicados a trazer o futuro, cada dia mais, para o presente.
 
Por exemplo, é nesse exato momento que está acontecendo uma das maiores corridas da indústria automobilística que iremos contar: a dos carros autônomos. Você já imaginou ir da sua casa até o seu trabalho em um carro sem motorista? Você já pensou em como vai ser sua viagem quando não tiver mais que dirigir? Esse futuro pode acontecer até 2022. É o que prometem as marcas que estão nessa corrida.
 
Enquanto pessoas se amedrontam imaginando o perigo que esses carros podem ser, a ciência investe seu conhecimento e dinheiro implementando tecnologias para evitar qualquer tipo de acidente. Imagine a mudança que isso pode promover nas cidades e no comportamento humano.
 
O que vamos fazer nesse novo pedaço de tempo que ganhamos? Vamos ler, assistir ou ouvir? Nesse novo cenário, a indústria de entretenimento vê à sua frente um novo mercado a conquistar. Será mais divertida a vida dentro de um carro? Janelas não serão mais só janelas. Poderão ser películas, parecidas com televisores, para assistirmos nossos filmes, séries ou… propagandas? O trânsito vai melhorar? Será que nos estressaremos menos ou chegaremos menos atrasados ao lugares? Melhor: será que, finalmente, chegaremos “em ponto”?

Já que estamos pensando sobre isso, que tal sonharmos com as naves autônomas? Se os carros podem ser guiados por robôs, por que já não podemos voar com a mesma tecnologia? Você se lembra dos Jetsons?
 
Uma empresa norte americana chamada Arconic lançou uma campanha visionária que promete esse mundo, com naves autônomas, hologramas e muita inteligência artificial, para um futuro não muito distante: 2062. Nele, os prédios são arranha-céus e nós pousamos guiados por robôs, enquanto falamos com hologramas de pessoas que estão a milhares de quilômetros de distância. Você consegue imaginar quanta coisa mudaria em sua vida?
 
Enquanto isso, um grupo de cientistas investe em um outro projeto, que visa diminuir de 6 meses para 3 dias a duração de uma viagem até nossos vizinhos marcianos. É como se viajássemos na velocidade da luz. Uma tecnologia que poderia mudar, mais uma vez, nossa noção de tempo aqui na Terra. Uma viagem para o Japão, por exemplo, poderia ser feita, com a mesma tecnologia, em segundos… ou talvez em milésimos deles.
 
E se você achava a lente da sua câmera potente, espere até saber que existe uma câmera em Marte tirando fotos da Terra. Semana passada, a Nasa divulgou uma foto do nosso planeta ao lado da Lua, tirada (acredite) de Marte. Existe uma máquina fotográfica orbitando o planeta vermelho, fazendo cliques indiscretos da terra, enquanto você exibe sua câmera de 12 megapixels. Perda de tempo.
 
Tempo, tempo, tempo, tempo… o futuro é questão de tempo. Tanto para acontecer, quanto para sabermos se nele nós vamos ganhar ou perder. O tempo.