O poema mais brega que fiz

O mundo vai mal
e eu te amo.
Mal posso pensar
nesse povo sofrido
que logo me lembro:
te amo.
Também não consigo
parar de pensar
como tudo anda caro.
Outro dia,
eu fui ao mercado
e, meu deus,
eu te amo demais.
O dólar subiu.
E mesmo com os juros
mais baixos,
as juras de amor
escalonam.
Que brega um poema
onde o amor se infiltra
na dor.
Leio versos de amor de Adélia
que ama um senhor
que é deus.
Se eu te chamo de deusa,
meu deus…
É tão brega
falar de amores e deusas
no mesmo poema.
Sou brega, meu deus.
Sou ateu
e convoco meus deuses
pra ver se me tiram do amor
ou, quiçá,
do poema mais brega que fiz.
Me ajuda, meu deus.
Minha deusa,
te amo.

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