Formigas doceiras

Sou como as formigas,
que carregam doces imensos
para suas casas,
bem maiores e mais pesados
do que elas mesmas.
Só que eu carrego um doce
chamado amor,
bem maior do que o meu corpo,
bem mais doce do que eu mesmo sou.
Na verdade, eu sou o sal
e o doce que eu carrego me equilibra.
Como se eu fosse uma formiga,
eu carrego o amor
e não posso deixá-lo cair.
Só que, um dia, o amor
que a gente carrega cai,
o doce se esparrama pelo chão
e um bocado de formigas doceiras
aparecem para comer o amor com a gente.
É que, no fim, é sempre assim:
o amor que a gente carrega
é o doce que a gente divide.

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