Jabuticabeira

Estou para escrever
o meu maior poema de amor.
Se eu já te escrevi um poema de amor,
espera!
Eu vou falar de coisas
bem mais infinitas que o mar,
mais doces que um balde cheio
de jabuticabas doces
e mais vitais do que você pra mim.
Espera!
Nesse meu poema, nuvens, flores,
pássaros, mesas de café da manhã
vão desaparecer, de tão banais.
Quando eu falar do seu beijo
e limpar as salivas que vão escorrer
enquanto escrevo sobre as nossas bocas
que se comem,
as jabuticabas mais doces,
do pé de jabuticaba da melhor safra,
do maior produtor de jabuticabas
vão amargar.
Espera!
A sua voz no meu poema
vai atormentar o sistema
de previsões meteorológicas
e fazer chover sem parar.
Choveu por meses
depois que você ventou sua voz
ao falar sobre a doçura das jabuticabas.
Mas espera!
Gastarei tantas palavras pra falar de amor,
mas bastaria o seu nome,
o seu mais doce nome
para o poema de amor exagerar.
Poemas de amor sem o seu nome
são a maior mentira
que os poetas de amor
aprenderam a contar.

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